O Gato da Morte

A equipe médica que trabalha em um lar para idosos chamado Steere House, na cidade de Providence, Rhode Island (EUA), tem recebido ajuda extra em alguns de seus prognósticos. O auxiliar dos médicos é Oscar, um gato cujo “trabalho” é um tanto mórbido, embora útil: ele identifica os internos que estão prestes a morrer.
Segundo David Dosa, geriatra da Steere House que publicou no prestigioso “New England Journal of Medicine” um artigo sobre o assunto, Oscar, que anda livre pela instituição, costuma deitar-se ao lado da cama dos que estão para morrer.
Os prognósticos de Oscar, que foi criado pelos próprios funcionários da Steere House, dificilmente podem ser considerados fruto do acaso: Dosa conta que o felino detectou a morte iminente de 25 pessoas. “Ele parece perceber que o paciente está para morrer”, disse o geriatra.
Ninguém é capaz de afirmar se o “trabalho” do gato tem alguma causa científica ou não. Para Nicholas Dodman, diretor de um centro de comportamento animal na Universidade Tufts, que leu o texto de David Dosa, o único modo de obter essa resposta é estudar detidamente o comportamento de Oscar quando ele está perto das pessoas saudáveis e quando está junto dos moribundos.
A atitude do gato pode se basear apenas em uma busca de conforto para si -os pacientes em estado terminal podem, por exemplo, ser cobertos com um dado tipo de cobertor que agrada ao gato, exemplificou Dodman.

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